oNaicram pirando com o #643…

Subject: 643 clássico

“Salve, amigos.

Cá estamos, após décadas de admiração, continuo a me surpreender com o Ronquinha. Estava meio disperso no ritual de ouvir o programa às sextas pela manhã, enquanto dava a minha corridinha. Neste início do mês de abril, época de um outono quente e abafado, voltei a pôr os fones e flanar nas ondas ronqueiras.
Cara, Tracy Chapman, Sinatra, Roy Ayers, The Boss, Lee Perry, a melhor música de Sandinista, Julian Cope e até uma música do Evandro Mesquita que estava arquivada no meu HD mental, e que tenho certeza já ter dançado muito na juventude (se bobear, até nas festinha do Clube Condomínio).
Foi tanto gatilho sensorial, que tive até que, de vez em quando, parar de ouvir, para deixar fluir a emoção ativada pelo som musical. Enfim terminei a semana (ou comecei o finde, dependendo do ponto de vista) da melhor forma possível.
Muito, muito, mas muito obrigado mesmo.
Para finalizar três PSs que acho bem pertinentes:
1 – Adorei esse lance do envio de discos ao programa, sejam desconhecidos ou não, velhos, novos, acabados, bem cuidados…. não importa. A prevalecer a máxima de Jonh Peel, por que não incentivar para que, na prática, a tribo alimente o Bar One com pepitas a serem descobertas pelos nossos ouvidos? Com o fim das lojas de discos e diminuição de sebos, hoje em dia se pode achar CDs e vinis em absolutamente qualquer lugar. Eu mesmo, outro dia, ao entrar em um brechó no Flamengo (daqueles em fundo de galeria, administrados por uma velhinha beirando aos 80), vi uma estante cheia de discos. Perguntei de gaiatice se os vinis eram peças decorativas, e ela disse que também estavam à venda. O resultado vocês podem ver na foto. Tudo pelo preço de duas mariolas e um saco de jujubas.
2 – Sei que só se dá parabéns após a data e que nem adianta pedir, pois esquecimento é norma da casa. Mas, em todo caso, não custa tentar. Faço aniversário dia 13, um domingão, e queria ouvir no programa uma música que me remete de forma imediata (igual aquele desenho do Ratatouille) às já citadas festinha do Ronca no Condomínio, sem dúvida um dos melhores momentos da minha (e de outras) vidas. Please, toca Saint Etienne e o clássico Nothing Can Stop Us Now. Um hino.
3 – Por fim, mas tão impactante quanto esse clássico programa, foi chegar ao seu final com a citação do Fabiano. Grande gaúcho, botafoguense lúcido, documentarista (como quase todos nesse país), gremista chato pra meireles, uma figura adorável e, acima de tudo ……. meu ex-cunhado. Já não nos vemos há mais de uma década, e fiquei bem feliz com a lembrança involuntária que Mauricio trouxe a esse humilde fã de longa data. 32 mensagens!!?!?! bem típico do Seu Maciel, empre intenso …. rs.
É isso aí, desculpem o textão, mas essas redes de afeto sonoro que o Roquinha proporciona valem milhões de vezes a “experiência” vendida por aí nessa internet infestada de caozeiros e 71s.
Um grande abraço, beijos na família e vamos em frente, pois como vem gente atrás da gente.”
Onaicram